Inclusão digital é uma questão de cidadania

Como prometemos, continuaremos falando da relação entre a Educação e a Tecnologia. Nesse post, queremos mostrar quais os incentivos e desafios do Governo para minimizar os gaps ainda existentes entre esses dois mundos.

Ninguém questiona a importância da inclusão digital no ambiente escolar e todos sabem que a escola tem vivido um momento muito importante na era da sociedade da informação em que a disseminação das tecnologias de informação tem chegado, inevitavelmente, às salas de aulas.

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o Governo parte do princípio de que a inclusão digital é uma questão de cidadania por ser um novo direito em si e um meio de garantir outros direitos aos cidadãos.

O objetivo da política governamental é garantir aos brasileiros e instituições os meios e a capacitação para acessar, utilizar, produzir e distribuir informações e conhecimento por meio das famosas TICs, ou seja, das tecnologias da informação e comunicação, para que eles possam participar efetivamente da sociedade do conhecimento.

Com este olhar, as políticas públicas tem o intuito de levar para alunos, principalmente, de escolas públicas, tecnologias que apropriem o sentido de informática educativa de uma maneira mais democrática.

“Quando um cidadão é incluído digitalmente, ele é inserido na sociedade da informação, evitando a exclusão social e obtendo o direito ao livre acesso à informação. A escola é um bom caminho a seguir”, defende Cristiane Millan, idealizadora do projeto de pesquisa chamado “A escola como espaço de inclusão digital”.

Para cumprir sua ‘missão’, o Governo executa e apoia diversos programas para viabilizar a inclusão digital no Brasil. Dentre os programas de incentivo do Governo, podemos destacar o Programa Nacional de Informática na Educação (ProInfo), o Programa Casa Brasil, Centros de Inclusão Digital, Computador para todos, Programa Estação Digital, Observatório Nacional de Inclusão Digital, Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) e Programa Nacional de Banda Larga (PNBL).

Mesmo com tantos programas, o poder público ainda não conseguiu igualar o uso das tecnologias nas escolas públicas e privadas. Segundo Cristiane, na maioria das escolas públicas, a situação dos laboratórios de informática, infelizmente, ainda é precária.

Além disso, quando são utilizados nas aulas pelos professores, elas se tornam muito superficiais. “Isso acontece pelo despreparo de alguns docentes ao utilizar as tecnologias, pelo pequeno número de computadores disponíveis e funcionando, pela falta de profissionais da área preparados para auxiliar os professores e também pela falta de envolvimento de todos”, explica.

Nas escolas particulares a situação é diferente. Existe mais compromisso das pessoas envolvidas, de professores preparados e menos burocracia para investimentos materiais. A inclusão digital está basicamente efetivada, baseado no fácil acesso aos recursos disponíveis. Já na escola pública, apesar do incentivo do Governo de disponibilizar a tecnologia, ela realmente não tem sido apropriada de maneira funcional por alunos e professores.

Mesmo assim, o Governo brasileiro pretende instalar laboratórios de informática em todas as 130 mil instituições de Ensino Público do país, projeto avaliado em 650 milhões de reais. As primeiras escolas serão as do Ensino Médio e em seguida as municipais, sendo que todas deverão ter pelo menos um laboratório de informática. É importante lembrar que estamos falando, ainda e apenas, de computadores e acessos à internet. Precisamos, também, investir na capacitação dos profissionais da Educação. É um começo, mas não podemos parar por ai!

 

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Redação Dualpixel

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1 comment

  1. Gostaria de saber quem é o autor deste artigo. Estou montando minha monografia na área de informática educacional e gostaria de citar o autor e o site.
    Att,
    Eliane

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